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Astróloga formada pela Gaia Escola de Astrologia, e taróloga com mais de 25 anos de experiência. Formada em Terapia Floral pelo Instituto Dr. Edward Bach, tendo concluído todos os módulos de aprendizado. Utiliza várias técnicas

de terapias  complementares, como por exemplo Apometria Quântica, alinhamento de Chacras , entre outros.

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ESOTÉRICOS NÃO SÃO BRUXOS!
Capítulo extraído do livro TARÔ, SIMBOLOGIA E OCULTISMO/Nei Naiff. Rio de Janeiro: Nova Era, 2012

     É importante notar que astrólogos, cabalistas e alquimistas nunca foram perseguidos ou queimados vivos durante a Inquisição (1231 – 1834). Não éramos considerados bruxos, em sentido pejorativo, como se apregoa, tampouco éramos estigmatizados, pela sociedade europeia; ninguém foi torturado por praticar tais atos, e quem afirma isso desconhece a História.

 

     Devemos observar o seguinte: durante a Idade Média e a Renascença, essas artes faziam parte da sociedade a tal ponto que Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, por volta de 1250, as colocaram como disciplinas acadêmicas em vários países, e assim permaneceram durante muitos séculos. A medicina hermética e a hipocrática – hoje no jargão da medicina holística e vibracional – eram amplamente acolhidas desde o início da Era Cristã – afinal, só elas existiam. Todos os tratados herméticos revelam origens e conceitos estoicos, septuagintas e coptas, totalmente pagãos em relação ao cristianismo atual, sem transpor a própria linguagem alquímica visivelmente anticristã para os dogmas atuais, embora plenamente integrada à sua época.

 

     O Papa Silvestre III, o Papa Clemente V, Santo Tomás de Aquino, Roger Bacon, Nicolas Flamel, entre tantas outras figuras históricas desse período, desenvolveram estudos alquímicos e, mesmo assim, permaneceram livres da propalada fogueira. Um fato interessante é que esses conhecimentos – digamos, a verdade – foram devastados pelos cientistas em pleno Iluminismo (século XVIII), não pelo clero.

     Durante a Inquisição, rebatizada de Congregação do Santo Ofício, foram consideradas hereges todas as pessoas que não aceitassem os dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana, tais como: Cristo é o salvador, Deus é onisciente, o Papa é o senhor absoluto, o homem foi criado do barro, a Terra é o centro do universo, o dízimo é uma indulgência. Assim, todas as outras religiões e culturas eram satânicas: islamismo, judaísmo, hinduísmo, taoísmo. Raríssimas vezes, pessoas importantes foram julgadas, e estas, em sua maioria absoluta, eram de estirpes não agregadas ao clero e à sociedade local.

 

     Podemos afirmar que os mais nobres foram queimados vivos por NÃO aceitarem os dogmas católicos, mas NUNCA por praticarem as artes ditas esotéricas, como os astrólogos Cecco d´Ascolli (1327) e Giordano Bruno (1600). O alquimista e astrólogo Galileu Galilei (1664) recebeu excomunhão por se retratar publicamente, evitando a fogueira. O que disseram para serem condenados? Postulavam que o sistema planetário era heliocêntrico, em uma afirmação contrária aos dogmas da Igreja, que o classificava como geocêntrico. Todas as vítimas defendiam um ponto que abalava os dogmas católicos ou o poder monárquico vigente.

 

     Quer mais? Inúmeros livros e tratados sobre astrologia, numerologia, alquimia, hermetismo e rituais de magia cabalística foram manuscritos por figuras altamente idôneas e respeitadas pela sociedade europeia (como o são até hoje por nós) e também foram altamente consumidos por todos à época (como acontece hoje). Nada mudou. Nas discussões sobre os pontos de vista teológicos, somente não se aceitavam análises necromânticas (adivinhação da data da morte, invocação de Satã ou culto aos mortos), o resto: voilá! São tantos os autores que seria impossível enumerá-los. Todas as igrejas construídas entre os séculos XI e XVI tem, em seus portais de entrada ou nos vitrais interiores, símbolos astrológicos, alquímicos, neoplatônicos, gnósticos e até maçônicos. O Zodíaco ou os quatro Elementos em volta de Cristo: representação artística comum em todas (Figura 61) as catedrais construídas durante a Idade Média e a Renascença.

     Temos de entender que esoterismo não é religião e muito menos uma seita, mas sim, uma área que estudas os conceitos divinos, humanos e universais, colocando CONSCIÊNCIA E DIRETRIZ no mundo ontológico, metafísico e logosófico. O esoterismo serve ao autoconhecimento, e não a devoção e cultos; para tanto existem religiões e fraternidades. Antigamente, essa premissa era mais bem-compreendida que hoje, talvez por isso fôssemos mais queridos nos seios social e religioso. Os esotéricos começaram a perder aceitação apenas na Era do Iluminismo (idade da razão absoluta), por volta de 1700, quando fomos relegados ao misticismo e à superstição pelos filósofos cartesianos. Finalmente, rompeu-se a relação RELIGIÃO-CIÊNCIA, com o surgimento de uma casta cada vez maior de pessoas que negavam a existência de Deus e buscavam a supremacia do homem. Afinal, isto era natural após séculos de dogmatismo e opressão político-religiosa! De qualquer forma, nós, esotéricos, sempre ficamos longe da lama negra da Inquisição e soubemos, mais uma vez, no curso da História, compreender com o amor universal a evolução planetária.

     Atualmente, dizem que somos bruxos e que, se existisse Inquisição, seríamos queimados vivos. Bem, hoje os tempos são outros: a Igreja não se coaduna com a Astrologia, com o Tarot e com tudo que se refere ao esoterismo, porque ela não quer ocupar um lugar místico – de que outrora se fartou – pretendendo ser unicamente uma religião.

Que assim seja, amém!